Heart beating close to mine
How beating? Why?
If the closed eyes
don't look at the feeling
kidding into the sky.
How strong?
When did start these beats?
have they started today?
the clouds are painting smiles.
my heart beating
tell me the truth
are you really beating or you are
just repeating what you feel?
Cafeinar
A beleza enfeita a verdade. Mas não é a beleza um tipo de verdade? Com qual olhar deve-se ver qual verdade? Qual verdade esconde qual beleza?
quinta-feira, 12 de abril de 2012
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Sobre um oito de dezembro
Hoje a noite eu vi uma perda
e ganhei um jantar
qual dor me incomoda?
Estou acostumado a perdas
mas não aos grandes presentes
qual dor me incomoda?
Depois do jantar e da perda
eu vi uma festa
com gente bonita e feliz.
Qual dor é a que conforta e que ensina
a viver e a que escreve a vida
na insônia inevitável que me olha agora?
Me permito dizer que entendo sobre o infinito
e sobre quando a última luz se apagará no céu,
mas expliquem-me sobre o jantar que ganhei,
sobre a perda que presenciei
e sobre a felicidade que vi.
Não digam-me nada a dizer.
Hoje a noite eu vi uma perda
e ganhei um jantar
qual dor me incomoda?
Estou acostumado a perdas
mas não aos grandes presentes
qual dor me incomoda?
Depois do jantar e da perda
eu vi uma festa
com gente bonita e feliz.
Qual dor é a que conforta e que ensina
a viver e a que escreve a vida
na insônia inevitável que me olha agora?
Me permito dizer que entendo sobre o infinito
e sobre quando a última luz se apagará no céu,
mas expliquem-me sobre o jantar que ganhei,
sobre a perda que presenciei
e sobre a felicidade que vi.
Não digam-me nada a dizer.
sábado, 5 de novembro de 2011
sobre Instantes
Negarei todos os meus poemas
Borges negou-me Instantes
se foi piegas nas falsas vontades
"piegas" rendeu-me penas
falsa foi a dor da descoberta
de qual beleza é feita a vida?
foi justa a maldade eterna
de comparar-se na despedida?
negarei todo o meu promíscuo amor
eu já não sabia se um dia isso existiu
pois esconderam a minha dolorida alma
na mais falsa velhice sem calor.
Negarei todos os meus poemas
Borges negou-me Instantes
se foi piegas nas falsas vontades
"piegas" rendeu-me penas
falsa foi a dor da descoberta
de qual beleza é feita a vida?
foi justa a maldade eterna
de comparar-se na despedida?
negarei todo o meu promíscuo amor
eu já não sabia se um dia isso existiu
pois esconderam a minha dolorida alma
na mais falsa velhice sem calor.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
resposta
o que as palavras falam ao silêncio
os ouvidos não ouvem.
o que os ouvidos ontem ouviram
as palavras hoje não ouvirão.
o que que há no tempo
que impede a eternidade de reter
estes sussurrares de instantes
que almejam beijar a imensidão?
ou o que fazem dos sons depois que deixam
de serem ideias e pensamentos?
o que tornam-se as palavras não ditas,
recolhidas que ficam em imersível emoção?
sabemos todos as tais respostas,
porque nelas vivemos,
mas apenas as ouviremos
quando delas todas a vida abrir mão.
o que as palavras falam ao silêncio
os ouvidos não ouvem.
o que os ouvidos ontem ouviram
as palavras hoje não ouvirão.
o que que há no tempo
que impede a eternidade de reter
estes sussurrares de instantes
que almejam beijar a imensidão?
ou o que fazem dos sons depois que deixam
de serem ideias e pensamentos?
o que tornam-se as palavras não ditas,
recolhidas que ficam em imersível emoção?
sabemos todos as tais respostas,
porque nelas vivemos,
mas apenas as ouviremos
quando delas todas a vida abrir mão.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
um pequeno guardador de rebanhos
eu sempre guardei rebanhos
quisera eu não guardar pudesse
minha alma é um desbravador
que deixa-se vagar em estrelas
silenciando cada não que houvesse
Não serei aqui caeiro
mais do que o meu implorar impusesse
tanto que aquele poema todo
em meu ilimitado mar coloquei
para que se liquidifizesse
Conhecer pra quê a essência do que se é
se o abrasar do conhecimento
inflige-nos ao dizer que não seremos
o pior do que nos vem com a angústia?
Mas minha tristeza é sossego
como um ruído de chocalhos
eu sempre guardei rebanhos
quisera eu não guardar pudesse
minha alma é um desbravador
que deixa-se vagar em estrelas
silenciando cada não que houvesse
Não serei aqui caeiro
mais do que o meu implorar impusesse
tanto que aquele poema todo
em meu ilimitado mar coloquei
para que se liquidifizesse
Conhecer pra quê a essência do que se é
se o abrasar do conhecimento
inflige-nos ao dizer que não seremos
o pior do que nos vem com a angústia?
Mas minha tristeza é sossego
como um ruído de chocalhos
sábado, 28 de maio de 2011
Eos
Juntos, os minutos fazem horas, dias, milênios.
A constância, filha deste acontecimento,
viaja pelo infinito inventando tempo,
recriando vida e sol.
Um dia a sorte explodirá em cada grão
e este não será mais tempo, altura, largura.
A profundidade de tal acontecimento
trará apenas o silêncio
e a saudade do que um dia foi pó.
Juntos, os minutos fazem horas, dias, milênios.
A constância, filha deste acontecimento,
viaja pelo infinito inventando tempo,
recriando vida e sol.
Um dia a sorte explodirá em cada grão
e este não será mais tempo, altura, largura.
A profundidade de tal acontecimento
trará apenas o silêncio
e a saudade do que um dia foi pó.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Fé
Toda noite serve para dizer que existe o dia.
A constância, a existência, a consciência e a consistência das coisas e dos seres, não são mais que ínfimas poeiras abrigadas nas constelações serenas.
A morte é o sal.
A vida é o sal.
Mas sonhar e compreender é confinar o tempo nas caixas das ideias e das conquistas.
É o iluminar o não.
É o aquecer o senão.
É o confirmar o então.
O persistir é mais que verbo em passos.
Rasa não é nenhuma dor.
Reza, propositalmente, aqui uma pergunta: estamos sós?
Resposta há, mas quem a quer além dos que são sós?
Toda noite serve para dizer que existe o dia.
A constância, a existência, a consciência e a consistência das coisas e dos seres, não são mais que ínfimas poeiras abrigadas nas constelações serenas.
A morte é o sal.
A vida é o sal.
Mas sonhar e compreender é confinar o tempo nas caixas das ideias e das conquistas.
É o iluminar o não.
É o aquecer o senão.
É o confirmar o então.
O persistir é mais que verbo em passos.
Rasa não é nenhuma dor.
Reza, propositalmente, aqui uma pergunta: estamos sós?
Resposta há, mas quem a quer além dos que são sós?
domingo, 1 de maio de 2011
Impasse
Posso me dizer que quando o pranto implora, logo o
sofregar de minhas mãos na aurora aquece minha
despejada face de solidão.
Querer adivinhar senãos, serenar pormenores migalhas
de pão.
Sem parágrafo sem rima sem sina sem palhaço
dizendo que em cima do traço descalça vai a bailarina.
folhas de uvas japonesas. regaços frios aos montes.
Treme o chão. é o dia findando é um dia sem céu. é o
pão recomposto, alimentando, alimentando tanto...
Posso me dizer que quando o pranto implora, logo o
sofregar de minhas mãos na aurora aquece minha
despejada face de solidão.
Querer adivinhar senãos, serenar pormenores migalhas
de pão.
Sem parágrafo sem rima sem sina sem palhaço
dizendo que em cima do traço descalça vai a bailarina.
folhas de uvas japonesas. regaços frios aos montes.
Treme o chão. é o dia findando é um dia sem céu. é o
pão recomposto, alimentando, alimentando tanto...
domingo, 30 de janeiro de 2011
Simplicidade
quantas vezes nos é difícil encontrar a simplicidade?
todos nascemos e crescemos observando a vida
com a leveza de quem a acolhe por não conhece-la
vivemos entendendo que devemos desejar o novo
ou mais
aprendendo que o novo é sempre necessário
mas o novo é sempre necessário?
não existe novidade em ovo
existe a leveza das curvas e a beleza na origem
e a honestidade no destino
Nós confundimos o que é fácil com o que é simples
o ato de ver é fácil para os olhos iluminados
o ato de enxergar não é a consequência
desta facilidade
é não percebendo aquelas todas pequenas coisas
que complementam-se para criar a complexidade
que nos impedimos de saber que podemos compreender
toda a felicidade através de seu menor grão.
quantas vezes nos é difícil encontrar a simplicidade?
todos nascemos e crescemos observando a vida
com a leveza de quem a acolhe por não conhece-la
vivemos entendendo que devemos desejar o novo
ou mais
aprendendo que o novo é sempre necessário
mas o novo é sempre necessário?
não existe novidade em ovo
existe a leveza das curvas e a beleza na origem
e a honestidade no destino
Nós confundimos o que é fácil com o que é simples
o ato de ver é fácil para os olhos iluminados
o ato de enxergar não é a consequência
desta facilidade
é não percebendo aquelas todas pequenas coisas
que complementam-se para criar a complexidade
que nos impedimos de saber que podemos compreender
toda a felicidade através de seu menor grão.