quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Quantos beijos

Enquanto minha mão
buscava a sua intimidade,
minha boca seca
detinha - se,
tentada que estava
a conhecer sua língua,
os seus dentes
e o seu riso de piada.
Tudo de uma vez e ao mesmo tempo,
tudo agora e em silêncio
sem silêncio.
Tantas unhas
cravam - se em
minhas costas.
Quantos beijos!
Quantos beijos?
Para de pergunta!
Quantos beijos!
Minha mão encontra
a alma que deixaste divagar.
Mais silêncios sem silêncios. 
Desejo

Eu, que beijo você em vida,
não entendo essa bem-vinda
vontade de te perder

naturalmente, naturalmente.
É  bem quista a sabedoria
de sobriamente me entreter.

Onde não gozo de seu desejo,
na esbórnia, um vento fosco,
esfrega-me na angústia.

Para comigo me reconciliar
o tempo está vacilante,
está sem flor. Está sem luta.