flecha
Aquele instante magnífico
insano e estranho e frio
que troca toda consternação
pela exatidão das retas sem fim
de som firme e ríspido
que corta o tempo, vertendo o espaço
em algo menor que silêncio em lume
feito alma encontrando o amor
Podia, rima ingênua
saber crescer imensamente
ladear arte
como flecha que não se vê
até que pare no encontro intenso
das harmonias que se cabem.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
outro silêncio
minha mão quente no esfriar da noite
brinca de reger a serenata do silêncio.
não há som, nem sequer contratempo
sem ávida pausa e mesmo tom.
por estar só no movimento, a única nota
que revela-se infinitamente na partitura
sem prelúdio, sem apoteose, reverbera
uníssona, por entre invisíveis instrumentos.
repentinamente, em gesto preciso
alegra-se de sí mesma
e dança como luz de aurora nova
feito polca, feito valsa, feito samba.
perde-se, na sua sublime maestria,
por entre os tempos e as notas mas,
como em instante plácido e envolvente
ressoa mais e mais vezes o mesmo refrão.
minha mão quente no esfriar da noite
brinca de reger a serenata do silêncio.
não há som, nem sequer contratempo
sem ávida pausa e mesmo tom.
por estar só no movimento, a única nota
que revela-se infinitamente na partitura
sem prelúdio, sem apoteose, reverbera
uníssona, por entre invisíveis instrumentos.
repentinamente, em gesto preciso
alegra-se de sí mesma
e dança como luz de aurora nova
feito polca, feito valsa, feito samba.
perde-se, na sua sublime maestria,
por entre os tempos e as notas mas,
como em instante plácido e envolvente
ressoa mais e mais vezes o mesmo refrão.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
jardim breve
na busca pela liberdade imensa,
pela vida imersa no comum amor
e pela felicidade inconstante,
o pó da mera harmonia
é levado de vento em flor.
por ser criado no peito da vida
e bebido de muita água caída,
que rega qualquer chão e dias,
embrevida-se, ele chega e vai
qual resto de fé. será, em seu
sonho, absorvido pela verdade
e pela umidade ao relar o chão.
sempre que se percebe
vivo, cria raizes novas
e novas constâncias enfim.
na busca pela liberdade imensa,
pela vida imersa no comum amor
e pela felicidade inconstante,
o pó da mera harmonia
é levado de vento em flor.
por ser criado no peito da vida
e bebido de muita água caída,
que rega qualquer chão e dias,
embrevida-se, ele chega e vai
qual resto de fé. será, em seu
sonho, absorvido pela verdade
e pela umidade ao relar o chão.
sempre que se percebe
vivo, cria raizes novas
e novas constâncias enfim.