quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Novas Palavras, sem finitudes

Queria que as palavras
Entendessem com suas curvas e retas
Cheias de sinuosas estradas incertas
O quanto elas eu amava.

Deixaram-me essas palavras
Divagar nas águas caladas
Onde a luz para as ler divagadas
Afogava-se sem interpretar nada.

Remando o meu barco dos instantes
Navegando sob céu de certezas poentes
Ouvi dos ventos histórias cintilantes
Com palavras de um mundo nascente

Eram novas palavras, sem finitudes
Que juntavam letras em frases gigantes
Tomadas de sons e de vontades
De sussurrar a um coração errante.
Sonhava ver estrelas

Foi na noite que eu aprendi
Que a vida não acabava
Eu sonhava ver estrelas
Enquanto o céu anoitava

Dizia quando me extasiava
-Ao céu as estrelas- e "voilá"
Uma estrela gigante acordava
E acordava estrelas e acordava

Certa noite pensei forte
Queria a luz do mundo
Toda ela acendendo
Bem na ponta do meu dedo

Nasceu assim a lua
Que por dias fez-se cheia
Até que ensinei-a a ser sorriso
E também virar silêncio.

Como última vontade
Antes de meu amadurecer
Amanheci meu céu de rosa
Para agradar-me do firmamento.