Soneto do despertar
Não queira me ver com cara de sono
É sonho que tenho nos desgrenhos dos cabelos
Meu rosto não lavado, que medo, que medo
Mesmo eu quando o vejo no espelho, abraço os desesperos
É sonho que tenho nos desgrenhos dos cabelos
Meu rosto não lavado, que medo, que medo
Mesmo eu quando o vejo no espelho, abraço os desesperos
Tenha dó da calça torta, dos braços vacilantes,
do tropeço inevitável tenha pena e não ria
O meu humor ainda não está pras felicidades
Aliás, me observar cambaleante, é algo que eu não faria
do tropeço inevitável tenha pena e não ria
O meu humor ainda não está pras felicidades
Aliás, me observar cambaleante, é algo que eu não faria
Não me recite quando acordar, Descartes
Pois nessa hora, sequer conjuro palavra,
Para entender o que quer dizer "bom-dia!"
Pois nessa hora, sequer conjuro palavra,
Para entender o que quer dizer "bom-dia!"
Desculpe se eu usar sua escova de dentes
Lá onde estará a minha terá só trinta
Eu só perceberei a errada depois da cara na água fria.
Lá onde estará a minha terá só trinta
Eu só perceberei a errada depois da cara na água fria.