Repensando
Ando repensando meu jeito de pensar.
Algo como "usar" um pensamento de cada vez,
pra ver se destumultua meu cérebro.
Minhas ideias, a despeito de tudo
são aglomerados sedentos para exibirem-se ao mundo
são arrastos de tsunami sem mar.
As redondilhas, tercetos, quartetos, não há.
Sonetos então... fervem minha tez.
Em algum lugar lá dentro há
um bagunçado inconsciente, gritando para aparecer.
Se cuspo o que sai de lá
Fodeu! Morri sem desejar.
Creio que um dia esse tumulto
Me há de apartar... pois cansa-me tanto divagar e falar
tudo ao mesmo tempo. Tudo, tudo.
sábado, 20 de dezembro de 2014
A construção do amor
Antes que o nada viesse
E contemplasse espaços pequenos,
Oferecidos à solidão que nasce,
Do lugar nenhum dos silêncios,
Universo algum existia.
No amor a fome é o alimento,
A perda, é tal luta tardia,
Para encontrar no outro o tempo.
Com vestes de poesia e brio,
Feito relento embrulhado em luar
O objeto de amor é algo vazio.
Ao sereno, à compreensão, ao ar,
Nega-se a compartilhar o frio,
Mas compartilha o silêncio menino
Pequeno e terno, que já foi um
Maior pedaço de instinto.
O amor constrói-se no nada algum
Sempre em pedra bruta surge
Cheia de partes sem fim,
Confiando, que nascido com vontade,
A vida o queira preenchido enfim.
Antes que o nada viesse
E contemplasse espaços pequenos,
Oferecidos à solidão que nasce,
Do lugar nenhum dos silêncios,
Universo algum existia.
No amor a fome é o alimento,
A perda, é tal luta tardia,
Para encontrar no outro o tempo.
Com vestes de poesia e brio,
Feito relento embrulhado em luar
O objeto de amor é algo vazio.
Ao sereno, à compreensão, ao ar,
Nega-se a compartilhar o frio,
Mas compartilha o silêncio menino
Pequeno e terno, que já foi um
Maior pedaço de instinto.
O amor constrói-se no nada algum
Sempre em pedra bruta surge
Cheia de partes sem fim,
Confiando, que nascido com vontade,
A vida o queira preenchido enfim.