Ai, a espera!
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Em caso de
Foi só olhar de perto
Que ela enrubesceu
Foi por acaso ou reflexo
Que roubei um beijo seu?
Que ela enrubesceu
Foi por acaso ou reflexo
Que roubei um beijo seu?
A minha vontade, sabia,
Era encontrar-te em uma travessa
De um pedaço de mundo
E pregar-te uma peça?
Era encontrar-te em uma travessa
De um pedaço de mundo
E pregar-te uma peça?
Por diversão ou por fantasia
Pintaste um beijo em minhas costas
Riu de mim e eu só dormia
Na hora dessa troça.
Pintaste um beijo em minhas costas
Riu de mim e eu só dormia
Na hora dessa troça.
Não sabemos quem começou
A brincar de amar a vida
Do modo como o sol
Nunca brilhe só de dia.
A brincar de amar a vida
Do modo como o sol
Nunca brilhe só de dia.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Novas Palavras, sem finitudes
Queria que as palavras
Entendessem com suas curvas e retas
Cheias de sinuosas estradas incertas
O quanto elas eu amava.
Entendessem com suas curvas e retas
Cheias de sinuosas estradas incertas
O quanto elas eu amava.
Deixaram-me essas palavras
Divagar nas águas caladas
Onde a luz para as ler divagadas
Afogava-se sem interpretar nada.
Divagar nas águas caladas
Onde a luz para as ler divagadas
Afogava-se sem interpretar nada.
Remando o meu barco dos instantes
Navegando sob céu de certezas poentes
Ouvi dos ventos histórias cintilantes
Com palavras de um mundo nascente
Navegando sob céu de certezas poentes
Ouvi dos ventos histórias cintilantes
Com palavras de um mundo nascente
Eram novas palavras, sem finitudes
Que juntavam letras em frases gigantes
Tomadas de sons e de vontades
De sussurrar a um coração errante.
Que juntavam letras em frases gigantes
Tomadas de sons e de vontades
De sussurrar a um coração errante.
Sonhava ver estrelas
Foi na noite que eu aprendi
Que a vida não acabava
Eu sonhava ver estrelas
Enquanto o céu anoitava
Que a vida não acabava
Eu sonhava ver estrelas
Enquanto o céu anoitava
Dizia quando me extasiava
-Ao céu as estrelas- e "voilá"
Uma estrela gigante acordava
E acordava estrelas e acordava
-Ao céu as estrelas- e "voilá"
Uma estrela gigante acordava
E acordava estrelas e acordava
Certa noite pensei forte
Queria a luz do mundo
Toda ela acendendo
Bem na ponta do meu dedo
Queria a luz do mundo
Toda ela acendendo
Bem na ponta do meu dedo
Nasceu assim a lua
Que por dias fez-se cheia
Até que ensinei-a a ser sorriso
E também virar silêncio.
Que por dias fez-se cheia
Até que ensinei-a a ser sorriso
E também virar silêncio.
Como última vontade
Antes de meu amadurecer
Amanheci meu céu de rosa
Para agradar-me do firmamento.
Antes de meu amadurecer
Amanheci meu céu de rosa
Para agradar-me do firmamento.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Águas
Todas as águas são sagradas
Salgadas se são, banham as almas
E enchem de sal as palmas das mãos,
se descem a face, traçam a vida de nãos
Se beijam os pés as águas salgadas
Virão sem viés para levarem as úmidas mágoas
E areia delas farão e das areias farão chão
E de chão caminho, para ver como os novos caminhos serão
Se as águas chorarem doces
Nos pés de serras e nos orvalhos das flores
Da vida molharão as sedes e o cansaço dos corpos
Levarão como sangue, alimentos para os seres todos
Lavarão o sal dos rostos depois das dores
Subindo aos céus depois para chover num mundo de cores
Se as águas doces em extremos decidirem ser branco gelo
Haverão almas felizes que brincarão no frio duro
Sagradas são todas as águas
Que beijam as vidas dos viventes.
Todas as águas são sagradas
Salgadas se são, banham as almas
E enchem de sal as palmas das mãos,
se descem a face, traçam a vida de nãos
Se beijam os pés as águas salgadas
Virão sem viés para levarem as úmidas mágoas
E areia delas farão e das areias farão chão
E de chão caminho, para ver como os novos caminhos serão
Se as águas chorarem doces
Nos pés de serras e nos orvalhos das flores
Da vida molharão as sedes e o cansaço dos corpos
Levarão como sangue, alimentos para os seres todos
Lavarão o sal dos rostos depois das dores
Subindo aos céus depois para chover num mundo de cores
Se as águas doces em extremos decidirem ser branco gelo
Haverão almas felizes que brincarão no frio duro
Sagradas são todas as águas
Que beijam as vidas dos viventes.
sábado, 9 de agosto de 2014
foi na brevidade
do instante sereno
que nos percebemos
eu e palavra.
buscando senso comum,
encontramos lágrima parada
em uma palma.
a tristeza sabia
mas não entendia
nenhuma viva gota
que brotava sozinha
da escuridão calada.
que era ali
pequena coisa só
guardada que estava?
fora algum dia
uma apenas concisão
de todas emoções
esquecidas da alma?
secando no sol
pequena tal beleza,
menina palavra inventava,
feita dor saudade,
nó que amava.
do instante sereno
que nos percebemos
eu e palavra.
buscando senso comum,
encontramos lágrima parada
em uma palma.
a tristeza sabia
mas não entendia
nenhuma viva gota
que brotava sozinha
da escuridão calada.
que era ali
pequena coisa só
guardada que estava?
fora algum dia
uma apenas concisão
de todas emoções
esquecidas da alma?
secando no sol
pequena tal beleza,
menina palavra inventava,
feita dor saudade,
nó que amava.
sábado, 26 de julho de 2014
cada palavra nova
cada pensamento esconde
outro que o completa
e o desmente e mente
em cada palavra nova,
cada amor incidente,
poente na alma.
cria do chão, a estrada
do não é o caminho
ambiguo para o nada
e cada palavra nova,
cada amor incidente
e poente na alma.
a verdade, esta
plantanda na negação,
inventa um não-demente
a cada palavra nova
e cada amor incidente
no poente, na alma.
cada pensamento esconde
outro que o completa
e o desmente e mente
em cada palavra nova,
cada amor incidente,
poente na alma.
cria do chão, a estrada
do não é o caminho
ambiguo para o nada
e cada palavra nova,
cada amor incidente
e poente na alma.
a verdade, esta
plantanda na negação,
inventa um não-demente
a cada palavra nova
e cada amor incidente
no poente, na alma.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Acaso
Eu em minha nova historia busco
encontrar risonhas e lampejantes prosas
e prazeres que falem aos olhares de lua,
na vermelhidão da rua onde se veja
ao acaso, um amanhecer.
Antes ouvirei de longe
trombetas e serenatas ruins,
julgamentos e dores puras,
recomeços e perseverações
nascidas no submundo.
Não me exaltarei à verdade,
é querer meu estar aqui
parado, observando o céu
da noite sem estrelas, que parte
sem sombras e sem despedida.
Percebo uma luz vindoura, nem sei
se é a minha dormida esperança,
que acorda para alguma lucidez
e brinca com o véu ruivo
e sorri sem acaso para aurora.
Eu em minha nova historia busco
encontrar risonhas e lampejantes prosas
e prazeres que falem aos olhares de lua,
na vermelhidão da rua onde se veja
ao acaso, um amanhecer.
Antes ouvirei de longe
trombetas e serenatas ruins,
julgamentos e dores puras,
recomeços e perseverações
nascidas no submundo.
Não me exaltarei à verdade,
é querer meu estar aqui
parado, observando o céu
da noite sem estrelas, que parte
sem sombras e sem despedida.
Percebo uma luz vindoura, nem sei
se é a minha dormida esperança,
que acorda para alguma lucidez
e brinca com o véu ruivo
e sorri sem acaso para aurora.