sábado, 2 de outubro de 2010

Reflexar

me olha o meu espelho
e roda ao me olhar
e briga de destempero
e me inunda de sossegar
vibrante em desafio
de a mim desenchergar
ser "eu" é quase um fio
de trinca a desprezar

sentindo o deslizante
gemido do eterno ar
que grita e se faz constante
que erra p'ra protestar
em transe, em deslumbrante
pedaço de despencar
maldito mau explicado
ranger de pau talhado

que vidro emoldurado
se deixa num prego estar
benditamente em anos
resumidos sem passar?
Desdigo: meu passado aqui existe
um abrigo é o desejar
o consolo da mão tola
aquecendo o meu pesar.

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