Não, sucesso,
meu poema é bobeira
e imprecisões dum resto
gotejado de torneira.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A moça do lado
A moça do lado dorme
no banco do ônibus.
É noite e a viagem é longa
A moça do lado, de óculos,
sonha um sonho indecifrável.
os muito buracos da Fernão Dias
brincam e ninam a noite
da moça do lado.
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